Sete razões para você se consagrar ao meu Coração

Repousa-te um pouco, alma cristã, e escuta estas doces palavras do Coração de Jesus, deste Deus de amor e de misericórdia que apenas deseja o teu bem.


Florentino Alcañiz, S.J. | Pascom · 7 de junho de 2018


DIGA-ME, meu filho, és tu feliz? É tranquilo o teu coração? Goza ele desta paz, deste repouso, que se assemelha ao repouso da areia no fundo dos mares? Não serás talvez uma destas almas que choram, por cair a cada passo em um pecado, ou que, como as pombas cheias de lama nas asas, nunca conseguem alçar vôo até as regiões mais puras? Não serás talvez um destes outros tipos de alma que se arrastam pela via da virtude, com a frieza e o peso de um tísico de espírito, a quem damos o nome de tíbio? Talvez sejas daquelas que não vivem em pecado nem na prática da virtude, mas cujos olhos refletem desencorajamento, pois que, como as águias de asas podadas, nada podem senão se lançar e se relançar no espaço, sem jamais chegar a alçar vôo; ou como os viajantes que, forçados a avançar sobre um terreno instável, cansam-se de andar sem cessar e de avançar tão pouco pelo caminho. Se soubesses como lamento por estas pobres almas… e elas são tão numerosas!

Mas escuta as palavras de consolação que confiei aos meus confidentes mais íntimos, para que sejam como fios condutores pelos quais cheguem ao mundo o fogo do meu Coração cheio de amor.

SETE RAZÕES PARA SE CONSAGRAR AO MEU CORAÇÃO

Primeira — “Os tesouros de graças e bênçãos que o Sagrado Coração contém são infinitos; não conheço nenhum outro exercício de devoção na vida espiritual que seja mais propício a elevar, em pouco tempo, uma alma para a mais alta perfeição e lhe fazer provar as verdadeiras doçuras que se encontram no serviço de Jesus Cristo” (Santa Margarida Maria Alacoque).

Segunda — “Não sei, cara mãe, se vós compreendeis o que é a devoção ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo, da qual vos falo, que produz grande fruto e mudança em todos que a ela se consagram e se entregam com fervor” (Santa Margarida Maria Alacoque).

Terceira — “Os leigos encontrarão, por meio desta amável devoção, todos os socorros necessários ao seu estado, ou seja, a paz em suas famílias, o alívio nos seus trabalhos, as bênçãos do céu em todas as suas empreitadas, a consolação em suas misérias; e é justamente neste Sagrado Coração que elas encontrarão um refúgio durante toda sua vida, e principalmente na hora da morte. Ah! como é doce morrer após ter-se dedicado a tão terna devoção ao Sagrado Coração de Jesus Cristo!” (Santa Margarida Maria Alacoque)

Quarta — “Fazei, sobretudo, que as pessoas religiosas a abracem; pois de tal modo obteriam dela tantos socorros, que não seria necessário nenhum outro meio para restabelecer tanto o fervor primeiro quanto a mais exata regularidade nas comunidades menos regradas, e para trazer ao cúmulo da perfeição aquelas que vivem na maior regularidade” (Santa Margarida Maria Alacoque).

Quinta — “Numa sexta-feira, durante a Santa Comunhão, Ele disse estas palavras a sua indigna escrava: Eu te prometo, na excessiva misericórdia do meu Coração, que seu amor todo-poderoso concederá a todos que comungarem nas nove primeiras sextas-feiras, de meses consecutivos, a graça da penitência final, não morrendo fora da minha graça nem sem receber os sacramentos; meu divino Coração tornar-se-á seu asilo seguro no último momento” (Santa Margarida Maria Alacoque).

Sexta — “Nosso glorioso protetor São Miguel, acompanhado de uma inumerável multidão de espíritos angélicos, certificou-me, mais uma vez, que ele é o encarregado da causa do Sagrado Coração e que esta devoção é um dos maiores feitos da glória de Deus e uma das maiores utilidades que à Igreja se deu a oferecer, pelo passar de todos os séculos, desde que o mundo existe… Este mistério oculto pelos séculos, este sacramento manifestado novamente ao mundo, este desígnio de toda a eternidade em favor dos homens, mas desvelado agora à Igreja, é, por assim dizer, um daqueles que ganham a atenção de um Deus zeloso, para o nosso bem e para a glória do Salvador” (Beato Bernardo de Hoyos).

Sétima — “Parecia-me ver (interiormente) esta luz, o Coração de Jesus, este sol adorável, cujos raios fazia descer sobre a terra, antes mais estreitamente, depois se alargando, e enfim iluminando o mundo inteiro. E Ele disse: do brilho desta luz, os povos e as nações serão iluminados, e do seu ardor serão novamente abrasados” (Beata Maria do Divino Coração).

DITO ISTO, CONVENCE-TE A TI MESMO

Dize-me agora, meu filho, com sinceridade, se depois de haveres lido estas linhas, não começas a crer que a devoção ao Sagrado Coração é algo grandioso no mundo! Sim, meu filho, se duvidas, aprofunda-te nesta questão, e tu mesmo poderás convencer-te por ti mesmo; é esta convicção pessoal que mais desejo em todos os meus fiéis, e sobretudo em meus padres e nos religiosos. Não desejo de maneira nenhuma que creiam porque, apenas, leram ou ouviram dizer tal ou qual coisa, mas que conheçam porque viram por si mesmos; é assim que se formam os convencidos, os únicos que fazem qualquer coisa valiosa sobre a terra.

Oh! se tu chegasses a ser um destes convencidos do meu Coração!


Fonte: Florentino Alcañiz, S.J., Consécration personnelle au Sacré Coeur de Jésus (5.ª ed., Montreal, Messager Canadien, 1940). — Imprimatur: J.-C. Chaumont, Bispo Auxiliar de Montreal (16 nov. 1940). — Trad. Filipe S. Z.; revisto pela Equipe Pascom.


Deseja saber mais sobre a Consagração? Indicamos o livreto do Padre Florentino Alcañiz, S.J., disponível aqui, aqui ou aqui.


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