Joana D’Arc, Santa Guerreira

 


Guerra, guerra, guerra. Foi em meio à Guerra dos Cem Anos, travada entre França e Inglaterra, que a virgem santa e capitã do exército francês Joana D’Arc viveu e morreu. Joana D’Arc nasceu por volta do ano de 1412, na região agrícola de Domrémy, no nordeste francês. Filha de uma família de humildes agricultores, a menina Joana cresceu, junto com seus quatro irmãos, dividindo o seu tempo entre o trabalho na lavoura e as orações na igreja local. Assim, desde menina Joana era uma fiel seguidora de Cristo.

A Guerra dos Cem Anos aconteceu no norte francês, e foi responsável pela morte de milhares de pessoas pela espada e também pela fome, advinda da destruição das plantações durante as batalhas. Aqueles foram tempos difíceis, em que a fé se fazia ainda mais necessária na vida das pessoas.
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Acreditando no que ouvia, a moça procurou
o rei francês Carlos VII, líder da resistência


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Foi neste contexto que Joana, aos treze anos de idade, passou a ouvir vozes, durante suas orações, que diziam que ela estava predestinada a ser uma guerreira na libertação do povo francês. Acreditando no que ouvia, a moça procurou o rei francês Carlos VII, líder da resistência, e se apresentou a ele contando a sua história e o seu chamado, que por ser bem peculiar e curioso, motivou o rei a pedir que os sacerdotes de sua corte examinassem a moça, para entender se ela falava a verdade ou então se era louca. Após um minucioso exame, e surpreendendo a todos, os religiosos que analisaram Joana disseram que além de não ser louca era muito provável que fosse verdade o que era contado pela moça.

Assim, convencido da orientação divina que a jovem recebeu, o rei Carlos destacou quatro mil de seus melhores soldados, para que comandados pela sua nova capitã — Joana D’Arc — marchassem contra os invasores ingleses. Obtiveram logo em seguida vitórias nas cidades de Órleans, Jargeau, Beaugency, entre outras, retomando de maneira rápida boa parte do território perdido durante a guerra que já era longa.

Santa Joana D'arc coragem guerra

Já parcialmente vitorioso, o exército comandado por Joana D’Arc marchou para libertar a cidade de Paris, onde após nova batalha sangrenta teve de recuar para não causar ainda mais mortes. Na retirada, porém, Joana ficou para trás e foi capturada pelos ingleses e seus aliados revoltosos, que, mancomunados com um bispo católico traidor, prontamente julgaram de maneira indevida a guerreira, condenando-a à fogueira por usar roupas de homem nas batalhas de que participou.

Isso mesmo: oficialmente o bispo traidor Pierre Cauchon condenou Joana D’Arc a morrer queimada na fogueira, também por ter usado calças. Uma vez sentenciada, em poucos dias, na principal praça pública da cidade de Rouen, foi cumprida a execução da capitã do exército, na frente de centenas de espectadores aterrorizados e indignados.

Entretanto, a justiça da Igreja é maior, e algum tempo depois na Itália, ao saber da traição do bispo, o Papa desautorizou sua atitude, invalidando o julgamento e permitindo assim que a moça fosse venerada como heroína da libertação francesa. E assim, anos mais tarde, por seus feitos corajosos a favor do povo francês, se tornou a santa padroeira da França, sendo o dia 31 de maio — a data de sua morte — o dia em que a Igreja presta homenagens a esta santa guerreira.

Santa Joana D’Arc — santa guerreira libertadora do povo — rogai por nós.


Jorge Dias Junior, engenheiro, vice-coordenador da Pastoral da Comunicação (Pascom)


 

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